Cidade do Acre tem comunidades isoladas e famílias desalojadas após chover 120 milímetros em 2 dias
24/04/2026
(Foto: Reprodução) Moradores da zona rural de Mâncio Lima enfrentam alagações por conta das chuvas
Arquivo/Evandro Ibernon
Os moradores de Mâncio Lima, interior do Acre, enfrentam, desde quarta-feira (22), inundações e enxurradas por conta das fortes chuvas que atingem a região. Até essa quinta (23), segundo a Defesa Civil Municipal, choveu cerca de 120 milímetros no município.
O acumulado de chuva esperado para todo o mês de abril era de até 80 milímetros. Nesta sexta (24) segue chovendo na região. Pelas previsões da sala de situação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a média esperada por semana era entre 10 a 40 milímetros, o que somaria de 40 a 80 milímetros no mês.
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À Rede Amazônica Acre, a Defesa Civil da cidade confirmou que há seis famílias desalojadas em comunidades da zona rural. Essas pessoas estão na casa de parentes e amigos. Segundo o órgão, a área mais afetadas é a zona rural.
A prefeitura criou uma força-tarefa para atuar de forma emergencial. A ação busca garantir condições mínimas de tráfego e segurança, principalmente nas comunidades da zona rural.
Ponte que dá acesso ao Ramal do Igarapé Preto foi levada e deixou os moradores isolados
Arquivo/Pedro Benevides
No Ramal do Banho, a Defesa Civil confirmou que os moradores estão isolados após os trabalhos de manutenção na ponte do Igarapé Preto serem interrompidos por causa da forte enxurrada. Com isso, o acesso ficou comprometido e o ramal foi isolado temporariamente após.
No local, também há registros de casas alagadas e prejuízos em plantações.
No Ramal do Barão, principal acesso à Terra Indígena Puyanawa, vários trechos ficaram alagados e sem condições de tráfego. O problema ocorreu por causa da elevação do Igarapé Berkua‑Barão, o que obrigou moradores a se arriscarem ao atravessar áreas inundadas.
Mâncio Lima tem comunidades isoladas por conta da chuva
Arquivo/Pedro Benevides
Com a interrupção do transporte escolar, as aulas foram suspensas temporariamente nos dias de chuvas. A medida busca garantir a segurança dos alunos e dos profissionais da educação.
Ainda segundo a Defesa Civil do município, outro ponto crítico é o Ramal dos Caetanos, onde o Igarapé Branco transbordou e o volume de água foi maior do que a capacidade de escoamento. Com isso, o igarapé invadiu propriedades e causou prejuízos em plantações e áreas produtivas.
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Prejuízos
Ainda segundo a Defesa Civil Municipal, vários piscicultores tiveram grandes prejuízos após o transbordamento de açudes e o rompimento de pequenas barragens, danos causados pelo grande volume de água.
A piscicultura é uma das principais atividades econômicas do município e foi diretamente afetada. A produção teve perdas, atingindo dezenas de famílias que dependem da atividade para garantir renda e sustento.
Na zona urbana, os impactos também são grandes. As enxurradas abriram crateras em várias ruas principais, causando danos e obstruindo bueiros e bocas de lobo.
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